Qual Índice Econômico devo usar para Renovação de Contratos

Qual Índice Econômico devo usar para Renovação de Contratos?

Afinal, qual seria a melhor prática? Qual índice devo utilizar? Como realizar reajustes de contratos corretamente. Confira!

Se tem um item que empresas imobiliárias podem vir a ter uma certa dificuldade é sobre reajuste de contratos e índice econômico.

Afinal, qual seria a melhor prática? O que deve ser levado em conta? Qual índice seria melhor para ser usado? Como fazer o melhor reajuste possível? Entre outras questões.

É comum ter um pouco de medo de fazer reajustes justamente pensando em como os clientes irão reagir a isso.

No entanto, reajustes sempre devem ser acompanhados de perto caso sejam necessários, pois custos mudam e todo o processo que envolveu a criação de uma contrato num determinado momento, também muda.

Reajuste De Contratos E Índice Econômico, O Que São?

Reajuste de contratos e índice econômico são termos que andam juntos, afinal, um interfere no outro.

Ainda que seja algo chato quando acontece – principalmente se tratando da percepção dos clientes, pois um reajuste significa valores maiores a serem pagos – ele precisa acontecer para que a gestão financeira de uma imobiliária funcione.

Toda e qualquer empresa paga por serviços que são indispensáveis para a atividade do empreendimento. E sendo assim, de tempos em tempos, esse valor muda.

Então, se uma imobiliária não estiver a fim de corrigir suas cobranças de acordo com os índices econômicos, ela poderá começar a enfrentar problemas com a quitação de contas.

Se a implementação de reajuste não ocorrer, a possibilidade de falência do empreendimento é um assunto a ser questionado.

A inflação é algo que todas as pessoas e empresas conhecem bem e para medi-la existem alguns índices usados no país, chamados de índices econômicos.

Para que se entenda melhor como funciona e o que são cada um desses itens, explicaremos a seguir.

1. IGP-M

O IGP-M é a abreviação de Índice Geral de Preços do Mercado.

Ele é um índice econômico que indica inflação, no entanto, ele é autônomo.

O IGP-M não é um índice medido por um órgão do governo e sim pela FGV.

Então, sua principal intenção é calcular a alteração de preço no país, de forma que inclua as variadas atividades e diferentes processos produtivos.

Dessa forma, ele registra a inflação dos preços desde atividade agrícolas, até atividades industriais e de bens e serviços finais.

Sendo assim, por sua característica, o índice funciona como um anunciador mensal dos níveis de atividades econômicas do país.

Ele faz parte do IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e INCC ( Índice Nacional de Custos da Construção).

O  IGP-M é utilizado de forma principal como um indexador de contratações e entre eles, os contratos de aluguel.

3. IPCA

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo é o que podemos dizer ser o índice fundamental de indicação de inflação e é contado pelo IBGE.

Desse modo, ele é considerado ser a inflação oficial econômica do país.

O índice econômico calcula então, os custos das famílias que têm renda entre 1 a 40 salários-mínimos.

Os cálculos levam em consideração gastos como alimentação, moradia, saúde, entre outras coisas básicas.

Sua criação teve como principal objetivo, calcular a oscilação do preço no comércio para o consumidor final.

Dessa forma, os dados são apurados de 9 regiões metropolitanas do Brasil, que vão de Belém, Distrito Federal, a municípios da Região de Goiânia e Campo Grande.

3. INPC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor, conhecido como INPC também é um índice de inflação.

É muito semelhante ao IPCA, no entanto sua população-objetivo são membros familiares que possuam entre 1 a 5 salários-mínimos.

Dessa forma, ele é mais sensibilizado aos produtos que a população de renda mais baixa consome.

Seu objetivo é embasar o cálculo de reajuste salarial.

Este índice econômico é contado pelo IBGE.

Diferenças No Reajuste De Contratos Com O Índice Econômico

Ao fazer o reajuste de contratos e utilizar o índice econômico, surge uma questão persistente que é: “qual índice devo usar para fazer reajuste de contrato?”.

A correção de um valor anterior para um valor atual é bastante oportuna para fazer a comparação de preços.

Contratos de locação de imóveis entre outras negociações, fazem uso de atualizações monetárias. Dessa forma, todas ficam dependentes de um índice.

Para que dinheiro não seja perdido no meio disso tudo, a escolha ideal de um índice se faz necessária.

Portanto, a melhor forma de escolher é procurando por um índice que esteja de acordo a utilização do seu dinheiro.

Por exemplo, para imobiliárias, o melhor índice é o IGP-M pois é o mais utilizado quando o assunto é reajuste de contrato e é um derivado do Índice Geral de Preços.

O IGP-M é um dos mais utilizados no mercado imobiliário para reajuste de contrato, pois ele é divulgado antes que o mês acabe.

Sendo assim, já pode servir como base para o reajuste do primeiro dia do mês seguinte.

Como mencionado anteriormente, o IGP-M é composto pelo IPA, IPC e INCC e possui peso respectivo de 60, 30 e 10%.

É utilizado para reajuste de contratos  de aluguel e também para prestação de serviços, tarifas públicas e planos de saúde.

A pesquisa em que o valor do IGP-M é composto é feita entre o dia 21 do mês que passou e o dia 20 do mês atual.

Sendo assim, a sua taxa de cálculo de reajuste deve ser feita a partir dos IGP-M acumulados nos últimos 12 meses.

Apesar de não ser tão usado quando o IGP-M, o reajuste feito pelo IPCA também é possível ser utilizado.

Sendo assim, ele pode ser usado para reajustes de aluguel de famílias possuam renda entre 1 a 40 salários mínimos e que morem em áreas urbanas.

O período de compreensão do índice é feito entre o primeiro e último dia de cada mês referente e sua divulgação é feita no mês seguinte entre o quinto ao décimo segundo dia.

Já o cálculo por INPC é o menos usado e atende 50% das famílias do país que possuem entre 1 a 5 salários-mínimos.

O período de avaliação é o mesmo que o do IPCA.

Conclusão

Saber fazer o reajuste de contratos e o índice econômico, são pontos fundamentais para que as imobiliárias consigam se estabelecer de pé.

Ainda que os reajustes sejam indesejados pela maioria dos clientes, ele é uma ferramenta necessária em um negócio.

Agora que você já sabe o que é e para que serve e qual é o melhor a ser utilizado em cada reajuste, esperamos que faça bom uso das informações.

Caso alguma dúvida tenha surgido ao longo do artigo, fale conosco através dos comentários e não se esqueça de compartilhar!

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Gestão Imobiliária

Redação Si9 Sistemas

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